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Terezin
O Campo Nazi da Morte

A localidade de Terezin, ou, em alemão, Theresienstadt, assenta numa antiga fortaleza, cujo início da construção data de 1780. Foi o Imperador Austro-Húngaro José II, que mandou erigir a praça-forte, à qual deu o nome da sua mãe, Maria Teresa. A função do bastião era essencialmente defensiva, e visava travar uma ameaça vindo de norte, nomeadamente da Prússia. Em tempo de guerra tinha condições para albergar cerca de onze mil militares. O complexo sistema, constítuido por fossos, túneis, muralhas e outros elementos de engenharia militar, nunca foi testado e, tendo-se tornado obsoleto, Terezin deixou de ser considerada uma fortaleza. A pequena cidade passou a ser um enorme aquartelamento, uma localidade militar, que incluia uma prisão, instalada na chamada "pequena fortaleza". Foi ai que ficou detido Gavrilo Princip, o anarquista que despoletou a Primeira Guerra Mundial ao assassinar o herdeiro do Império Austro-Húngaro, nas ruas de Sarajevo.

Durante a II Guerra Mundial os alemães transformaram a localidade num "ghetto" judeu, e usaram extensivamente a prisão como campo de concentração de trânsito. Após o fim do conflicto a mesma prisão foi utilizada na detenção dos cidadãos alemães e dos checos de ascendência germânica, até à sua deportação para a Alemanha. Foi apenas em 1996 que o Exército deixou definitivamente Terezin, que sofre ainda da privação do seu principal motor económico.
Imagens de Terezin durante a II Guerra Mundial: guardas
alemães e a chegada de judeus.
O autocarro que sai de Praga pouco menos de uma hora a chegar a Terezin. Deixa-nos na praça central, a partir da qual chegamos rapidamente às fortificações que cercam a cidade. Atravessamos um pequeno túnel onde podemos observar as inscrições ali deixadas pelos prisioneiros judeus e exploramos um pouco o sistema de fossos e muralhas do baluarte exterior. Depois reentramos na cidade, percorrendo as pictorescas ruas onde há pouco mais de meio século os judeus habitaram. Visitamos a exposição dedicada aos ritos fúnebres, cruzamos os carris ainda existentes, que outrora serviram os comboios que transportavam a carga humana destinada ao "ghetto" e ao campo de concentração. Na extremidade mais remota de Terezin teremos oportunidade de visitar o crematório e a exposição anexa.
É tempo de regressar ao coração da cidade, onde poderemos tomar uma refeição no restaurante de um hotel local, muito checo, com preços bem abaixo dos practicados em Praga, e onde recomendamos a sopa de alho, um elixir milagroso para retemprerar as forças nos dias mais frios.
Após este intervalo, muito útil para trocar impressões sobre o que foi visto até então e sobre as generalidades da vida na República Checa, prosseguiremos para a "fortaleza menor", ou seja, para o pequeno campo de concentração.

Ao contrário do que sucede em locais como Auschwitz, este campo não foi transformado num "circo" para turistas. Os edíficios encontram-se basicamente como foram deixados pelos alemães, sem elementos recreacionais, apenas com o singelo mobiliário colocado ao serviço dos prisioneiros. Visitaremos as celas, o pequeno hospital, os páteos, as casas de banho. No exterior, encontraremos a piscina, utilizada para lazer dos guardas. Passearemos pelos arruamentos, passaremos junto à casa do comandante, ao edíficio que albergava os guardas, onde actualmente se encontra um espaço-museu. Atravessaremos um túnel de 400 metros por onde eram conduzidos os prisioneiros condenados à morte, e visitaremos o local onde as execuções por fuzilamento e enforcamento eram consumadas.
Em suma, trata-se de uma visita que recomendamos, bem diferente das experiências de massas proporcionadas nos "campos da morte", tornados tristes espectáculos onde o turista é tratado como um produto. Aqui, sobretudo fora da época alta do Verão, a visita desenrola-se envolta em tranquilidade. Pontualmente cruzamo-nos com outros visitantes, mas o ambiente é reservado e propícia um momento de quase isolamento. Os amantes da fotografia poderão usar livremente as câmaras, e não terão problemas em capturar o momento e os detalhes sem a interferência de outros visitantes.
O autocarro de regresso a Praga pára bem perto da entrada da "fortaleza menor", o que sentimos como uma benção, depois de um dia que se adivinha preenchido e positivamente cansativo. Trata-se de um programa que deve começar bem cedo, e que mesmo assim dificilmente permitirá ver tudo o que há a ver. Terezin é um local que merece o maior número de horas que lhe possamos dedicar.
"I participated in the Theresienstadt tour with Ricardo and Alexey as one of their first customers. They are both entertaining cheerful people to be with in the first place and spending the day with them was a delight. Their command of English is perfect and their knowledge of the place adequate. All logistical issues were covered (where to get food, where to be when, how to get there and back) so I did not need to worry about anything but discovering the place. They had a very flexible schedule so we could have breaks anytime we needed to rest, look around an interesting place or take some pictures. Their relaxed attitude certainly is one of their many assets as there never was any stress or need to rush for a certain place, instead we could always roam around a little and move quite freely while they still managed to get us all to tour together and nobody got lost. Certainly the best guides for this kind of place (and if you are into geocaching, there'll even be some extras on the way…)"
Leonard Pongo, Bélgica
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